sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os BRICS

Os países não têm apenas a formação de blocos estáveis, como o Mercosul e a União Européia, como opção na hora de negociar com os gigantes da economia mundial. As alianças podem ser focadas em certo número de interesses comuns. O nome Bric - iniciais de Brasil, Rússia, índia e China - foi criado em 2001 pelo economista jim 0*Neill, do grupo Gol¬dman Sachs, para designar os quatro principais países emergentes do plane¬ta. A partir de projeções demográficas e modelos de acumulação de capital e crescimento de produtividade, o Gold¬man Sachs projetou o desenvolvimento das economias desses países até 2050. A estimativa é que os Brics se tornem a maior força econômica do mundo.
Apesar de ainda estarmos em 2008, essas nações já exercem muita influência. Essa força, segundo estudiosos, ficou
muito clara na reunião da OMC em de¬zembro de 2005, quando os países em desenvolvimento, liderados por Brasil e índia, juntaram-se aos subdesenvolvi¬dos para exigir a retirada dos subsídios governamentais na União Européia e nos Estados Unidos, além da redução nas ta¬rifas de importação e comércio.
Em larga medida, a força dos Brics provém da enorme fatia da população mundial concentrada nos quatro países. Neles vivem 2,7 bilhões de habitantes, o equivalente a 40% da humanidade. A grande maioria desse contingente é de chineses e indianos. E são justamente a China e a índia os países com as mais ace¬leradas taxas de crescimento econômico entre as grandes economias. A China, por exemplo, registra há mais de duas déca¬das a média anual de 9% de expansão de Produto Interno Bruto (PIB).
PAPEL DO BRASIL NO MUNDO

Desde que cunhou, em 2001, o termo Bric para designar urn grupo de quatro países que deverão figurar entre as cinco maiores economias do mundo em 2050, jim 0'Neill, economista-chefe do banco americano Goldman Sachs, perdeu a con¬ta de quantas vezes teve de responder se realmente fazia sentido manter o Brasil ao lado da Rússia, índia e China. "Afinal, por que comparar o Brasil com economias emergentes que crescem a um ritmo mui¬to mais veloz e vigoroso?", perguntavam os céticos. Nos últimos tempos, no en-tanto, o teor das questões a respeito da economia brasileira começou a mudar de tom - embora as dúvidas não tenham desaparecido completamente, "já está mais do que na hora de as pessoas se darem conta de que o Brasil poderá ser o mais importante entre os países do Bric", disse 0'Neill a Exame CEO. Ele explica a razão de sua confiança lançando mão dos números recentes da economia brasileira e apontando a ausência de projeções que destoem substancial¬mente das feitas pelo Goldman Sachs no começo desta década.
O próprio banco reviu no final do ano passado suas projeções. Agora, o Gold¬man Sachs prevê que a economia bra¬sileira vá crescer com mais velocidade do que o imaginado em 2003, quando já indicava que o país poderia se tornar a quinta maior economia do mundo em 2050, atrás de China, Estados Unidos, índia e Japão. Pela nova previsão, o Brasil poderia ter, já em 2040, o quarto maior PIB do mundo, à frente dos japoneses.
Exame, abril de 2008 - Gíadinston Sitvestrín

Para saber mais leia: Atualidades vestibulares 2009 – Ed. Abril

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