quarta-feira, 15 de maio de 2013

Os Tigres Asiáticos


"Os Tigres Asiáticos"

Também conhecidos por "Dragões Asiáticos" ou NICs (Newly Industrialized Countries, países recentemente industrializados): Coréia do Sul, Taiwan (ou Formosa), Hong Kong, Malaísia e Cingapura. São países do extremo oriente e sudeste asiático que apresentaram, nas últimas décadas, uma grande prosperidade econômica, alcançando elevadas taxas de crescimento, sobretudo industrial.
 Os "Tigres" do Sudeste Asiático
República de Cingapura
Área: 616 km2
População: 2 550 000 habitantes
Cingapura surgiu como República em 1965, quando se separou da Federação Malaia.
O seu território consiste de uma ilha e 54 ilhotas adjacentes. A área consistia anteriormente num vasto pântano: o lugar onde está a cidade-estado foi, na maior parte, drenado e aterrado. Embora se fale o malaio, a população chinesa domina em 76%.
O país obteve um rápido progresso, transformando-se em centro bancário e financeiro, ou, se preferirem, no "paraíso das multinacionais". É que o seu governo militar e repressivo abriu o país ao capital estrangeiro.
 Cingapura: Centro Financeiro da "ASEAN"
Em 1967, foi criada a "Associação de Nações do Sudeste Asiático", a fim de promover a integração regional. Participam da ASEAN, além de Cingapura, a Indonésia, a Malaísia, as Filipinas e a Tailândia.
Seu sucesso foi tamanho que, hoje, a ASEAN controla a economia regional.
 Federação da Malaísia
Área: 329 749 km2 - População: 15 700 000 (1990)
Capital: Kuala-Lumpur: (1 100 000 habitantes)
As duas principais porções do país são:
1) o extremo sul da península da Indochina (extremo sul da Tailândia), que é uma região cortada de Norte a Sul por montanhas e estreitas planícies litorâneas;
 2) a parte longitudinal norte da ilha de Bornéu, nas regiões de SARAWAK e SABAH. Mais da metade do país é recoberto de florestas.
 A complexidade humana do país, 45% de malaios, 36% de chineses além de minorias várias, provoca até mesmo um clima de violência. A prosperidade dos chineses, irrita os malaios, daí serem freqüentes os distúrbios de ordem racial (que, no fundo, é econômica, claro).
O governo tem ampliado as funções aos malaios, estendendo os direitos políticos aos chineses, visando minimizar os conflitos.
A Malaísia possui a mais próspera economia do sudeste asiático e a maior renda "per capita". A agricultura predominante é a do arroz, chá e pimenta. Mas a sua maior renda advém de atividades extrativas vegetais: madeira e borracha (1º produtor) e minerais: ferro e estanho (1º produtor e 32º do mundo), comercia com a Inglaterra, Cingapura, Japão e EUA.
Para ter uma economia próspera, o país recebe um grande número de refugiados indochineses, os "boat-people". Como Cingapura, apresentou nos últimos anos um rápido crescimento industrial, baseado no mercado externo.
 Os "Tigres" do Extremo Oriente
Formosa ou Taiwan
A ilha de Formosa separou-se da China em 1949, constituindo a República da China Nacionalista.
Possui uma área de 35 981 km2, que abriga uma população de 20 500 000 habitantes.
 Coréia do Sul
Separou-se da Coréia do Norte em 1954, possui uma área de 99 117 km2 e população de 43 milhões de habitantes.
 Hong Kong
A cidade de Hong Kong foi tomada da China pelos ingleses, na metade do século XIX. Existe um acordo entre Inglaterra e China, estabelecendo a reunificação dessa cidade ao território chinês, a partir do ano de 1997.
Possui apenas 1 067 km2 e uma população de 5 800 000 habitantes.
 Os "Tigres Asiáticos" possuem um modelo de desenvolvimento industrial baseado na exploração do trabalho, com jornadas de trabalho intensas, muito superiores às dos países capitalistas desenvolvidos. Outra característica da economia desses países é a exportação de produtos industriais (plataformas de exportação).
Apresentam condições de vida superior à dos países subdesenvolvidos.
A atividade industrial, utilizando tecnologia de média sofisticação, apresenta um grau de qualidade bem aceito no mercado internacional. Exportam computadores, calculadoras, aparelhos elétricos, aparelhos ópticos, roupas, brinquedos, etc.).

Geopolítica - Os Blocos Econômicos


Geopolítica: os Blocos Econômicos

O fim da Guerra Fria, determinada em 1991 pelo fim da URSS, trouxe o fim da bipolarização do pós-guerra. Uma nova reestruturação do poder internacional se iniciava, caracterizando-se pelo fim das disputas ideológicas e pelo fortalecimento de uma nova forma de guerra: a comercial. A multipolaridade, expressa no surgimento de grandes blocos regionais, passa a ser uma característica da "nova ordem" que se impõe hoje às relações internacionais. Compare o PIB dos 3 maiores blocos econômicos, que, juntos, são responsáveis por 84% dos investimentos mundiais:
A função mais importante dos blocos econômicos é inibir, ou pelo menos diminuir, as conseqüências das crises cíclicas do capitalismo, independentemente dos negócios mantidos com países de fora desses blocos. Segundo o economista russo Nicolai Kondratieff, o capitalismo sempre se caracterizou por "flutuações cíclicas" que colocam em seqüência de uma grande expansão econômica (prosperidade), uma retração econômica (recessão). Com duração que varia de 40 a 60 anos entre eles, os ciclos de Kondratieff, como ficaram conhecidos, possuem, após a prosperidade, uma grande recessão que culmina com a crise. Para tentar escapar dos efeitos catastróficos dessas recessões, alguns países formam blocos de ajuda mútua para poderem ter a circulação mínima de mercadorias capaz de gerar o lucro fundamental para o sistema.
Devido ao crescimento monstruoso que o capital sofreu durante esses anos de desenvolvimento capitalista, o capital assume o caráter de grandes grupos transnacionais que superam facilmente as fronteiras físicas dos países onde atuam, gerando uma grande interdependência entre vários grupos financeiros. Assim, muitas vezes, os Estados Nacionais ficam presos aos interesses desses grandes grupos financeiros, o que dá sentido ao processo de "globalização" a que estamos assistindo hoje no mundo todo.
Assim, essa formação de blocos econômicos, mais ou menos centralizados, é a resposta para os desafios atuais propostos pelo desenvolvimento capitalista.
1. A União Européia
A U.E. é uma evolução natural do Mercado Comum Europeu (MCE), que norteou toda a organização européia no pós-guerra. Surge em 1993, em Maastricht-Holanda, quando se rediscute o papel da Europa diante do fim da URSS e a ascensão do Japão como segunda força capitalista. A U.E. forma um megabloco abrangendo países antigamente neutros como a Suécia e a Áustria. Partindo de uma unificação de mercados e do fim das barreiras alfandegárias e fiscais, a U.E. progressivamente aprofundará essa união econômica até a integração total, com uma só moeda. Enfim, os Estados Unidos da Europa esperam reencontrar a posição de hegemonia mundial perdida após a II Guerra. Alguns obstáculos ainda resistem à unificação. Um deles é o fato de a moeda única acabar com as moedas nacionais de muita tradição (libra, franco, marco). Outro é a questão de muitos não aceitarem o comando alemão dessa organização (dada a superioridade econômica desse país perante os outros). O xenofobismo é ainda outro obstáculo às migrações internas que serão inevitáveis.
2. O NAFTA
(North American Free Trade Association)

Constituído pelos EUA, México e Canadá, conta hoje com o maior PIB entre os 3 grandes blocos econômicos. Com um mercado interno com cerca de 370 milhões de pessoas, foi a forma norte-americana de tentar ter o alcance comercial próximo ao dos concorrentes europeus e asiáticos. Notadamente, os países periféricos latino-americanos pouco ou nenhum peso têm nas decisões desse grupo, mas continuam sendo importantes fornecedores e consumidores deste bloco geoeconômico. Por outro lado, George Bush deixou bem claro que este bloco não seria norte-americano, mas americano, abrindo caminho para que latino-americanos como Brasil, Chile e Argentina busquem essa integração.
3. A Bacia do Pacífico
Na década de 70, o Japão já mostrava sinais de que chegaria a ser uma grande potência pois seu PIB já se aproximava do da URSS, então segunda potência mundial. Nos anos 80 o Japão já era a segunda maior potência econômica, sendo responsável por 37% dos empréstimos internacionais. Com o fim da URSS, o Japão passa a disputar diretamente com os EUA o mercado internacional. Com os NIC's (também conhecidos como tigres asiáticos), novos tigres e China, o Japão passa a unir seus grandes capitais disponíveis e sua tecnologia de ponta à matéria-prima e mão-de-obra baratas e abundantes. O resultado seria a formação de um bloco que possui alcance comercial para disputar mercado no mundo todo. Hoje, integram-se a esse megabloco econômico os NIC's (Coréia, Cingapura, Formosa e Hong-Kong), os "novos tigres" (Tailândia, Indonésia e Filipinas), a China e, nos últimos anos, a Austrália e a Nova Zelândia. Dos megablocos econômicos, este é o de menor centralização e organização burocrática.
Outros blocos e uniões de países surgem ou ressurgem na tentativa de levar seus membros a uma maior participação na economia mundial, mas acabam sempre sendo atrelados a esses três maiores, como é o caso do Mercosul.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

U.E. - Um impasse persistente

Eleitores irlandeses negam em referendo a ratificação do Tratado de Lisboa e colocam o bloco europeu em novo compasso de espera.
Com mais de meio século de exis¬tência, a União Européia (UE) ostenta o status de maior bloco econômico do mundo. No decorrer dos anos, obteve vários sucessos em seus propósitos, como a livre circulação de pessoas e mercadorias, moeda única em grande parte de sua área e, principal¬mente, a superação dos antagonismos que arrastaram seus principais atores a duas grandes guerras no século XX. Apesar disso, nem tudo vai bem.
Em junho de 2008, os eleitores da Re¬pública da Irlanda prolongaram o im¬passe vivido nos últimos anos pela UE, ao rejeitar em referendo, com 53,4% dos votos, a ratificação do Tratado de Lisboa - um conjunto de normas que define o funcionamento do bloco, integrado atualmente por 27 países. O tratado é uma versão resumida da Constituição de 2005, também derrotada por referendo popular na França e na Holanda. Pelas regras da União Européia, essa estrutura legal só pode ser instaurada após a apro¬vação unânime das nações que integram o bloco. Os irlandeses voltam às urnas em 2 de outubro para novo referendo.
Os irlandeses, por exigência de sua Constituição, são os únicos cidadãos eu¬ropeus que opinam sobre o Tratado de Lisboa por meio do voto popular. Nos demais países, a ratificação ocorre por votação no Parlamento. A França, por exemplo, modificou sua Constituição de-pois do plebiscito que rejeitou a Constituição Européia em 2005, derrubando a necessidade do referendo popular para ratificação do Tratado de Lisboa. Muitos vêem a in¬tegração à UE como fator de anulação da identidade nacional e fazem críticas a normas que afetam aspectos da vida do país, como os cortes nos orçamentos pú¬blicos e o aumento da idade para a aposentadoria.

Quem são eles

Em 1951, seis países - Alemanha Ocidental, França, Bélgica, Holanda, Itália e Lu¬xemburgo - fundaram a Comunidade Européia do Carvão e do Aço (Ceca). Em 1957, o Tratado de Roma criou a Comunidade Econômica Européia (CEE), instituindo as "quatro liberda¬des fundamentais" (livre circulação de mercadorias, capitais, serviços e de pes¬soas). Entre 1973 e 1995, entraram para a comunidade Dinamarca, Reino Unido, Irlanda, Grécia, Espanha, Portugal, Áus¬tria, Finlândia e Suécia. Com o Tratado de Maastricht, em 1992, nasceu a União Européia. Desde então, os habitantes desses países podem mover-se livremen¬te em toda a zona comunitária como se não existissem fronteiras nacionais.
Em 2004 houve a maior ampliação na história do bloco, com o ingresso de mais 10 nações: Eslováquia, Eslovênia, Hungria, Estônia, Letônia, Lituânia, Po¬lônia, República Tcheca, Chipre e Malta. Também passaram a fazer parte do bloco, em 2007, a Romênia e a Bulgária - dois dos países mais pobres da Europa.
A mudança foi significativa politica¬mente, pois 10 dos 12 novos membros da União Européia são ex-repúblicas comunistas do Leste Europeu que, du¬rante séculos, foram áreas de influência direta do Estado russo. Agora estão in¬tegradas à Europa.

Moeda única

Os primeiros planos de uma moeda única surgiram durante a crise econômica euro¬péia dos anos 1970, quando os líderes euro¬peus decidiram criar um sistema monetário que atrelasse internamente o câmbio de 15 moedas européias. Por causa do fortaleci¬mento do dólar, as moedas européias mais fracas estavam tendo problemas.
Em 1992, com a criação da UE (por meio do Tratado de Maastricht), seus países-membros, decidiram instituir uma moeda única que concretizasse a idéia de uma união monetária. O euro nasceu em 2002, em 15 nações. Com rigorosos critérios de participação - que incluem metas baixas para a inflação e taxa de juros e cortes nos orçamentos -, países como Reino Unido e Suécia optaram por ficar de fora.

Espaço Schengen

Em conjunto com a constituição da União Européia, foi integrado o Espaço Schengen, um acordo entre países permi¬tindo a livre circulação de seus habitantes em seus territórios, sem nenhum controle de fronteira. Aderem ao Espaço Schengen 21 países da UE e mais três de fora: No¬ruega, Islândia e Suíça. Entre as nações da UE que ficam de fora, Reino Unido e Irlanda decidiram manter o controle de fronteiras e Bulgária, Romênia e Chipre
esperam a aprovação para integrar ple¬namente o tratado.
Há, porém, uma contrapartida à cons¬tituição do Espaço Schengen: o aperto do controle de imigrantes para o conjunto da União Européia. Como parte do Acordo de Schengen, a UE inves¬tiu em tecnologias para reforçar a fronteira com os países de fora do bloco e barrar a entrada de imigrantes ilegais.

SÓ 30% DIZEM VIVER MELHOR DO QUE NO COMUNISMO

Um estudo do Banco Europeu para Re¬construção e Desenvolvimento concluiu que apenas 30% da população do Leste Europeu afirma que vive melhor hoje que no período comunista. Só 15% da popula¬ção acha que hoje a corrupção é menor. Mas o apoio à democracia e à economia de mercado é incontestável. Os motivos para a desilusão são econômicos: salá-rios, desemprego, dificuldades e falta de serviços, como o de saúde. (...)
Nos primeiros anos da transição, a pro¬dução caiu em 70% no Leste Europeu. Na última década, o crescimento voltou. A esperança era de que 2009 terminasse com uma alta de 25% na produção da re¬gião em comparação a 1989. Mas a crise mudou o cenário. Para 2009, a diferença entre o PIB per capita do Leste Europeu e da UE será maior que a diferença em 1989. Algumas estimativas apontam que a região precisará de outros dez anos para completar as promessas dos líderes de 1989 de garantir uma melhor vida para todos. (...)

Jamil Chade - O Estado de S. Pauto, 6/4/2009

Fonte: Atualidades Vestibular – Ed. Abril

Os BRICS

Os países não têm apenas a formação de blocos estáveis, como o Mercosul e a União Européia, como opção na hora de negociar com os gigantes da economia mundial. As alianças podem ser focadas em certo número de interesses comuns. O nome Bric - iniciais de Brasil, Rússia, índia e China - foi criado em 2001 pelo economista jim 0*Neill, do grupo Gol¬dman Sachs, para designar os quatro principais países emergentes do plane¬ta. A partir de projeções demográficas e modelos de acumulação de capital e crescimento de produtividade, o Gold¬man Sachs projetou o desenvolvimento das economias desses países até 2050. A estimativa é que os Brics se tornem a maior força econômica do mundo.
Apesar de ainda estarmos em 2008, essas nações já exercem muita influência. Essa força, segundo estudiosos, ficou
muito clara na reunião da OMC em de¬zembro de 2005, quando os países em desenvolvimento, liderados por Brasil e índia, juntaram-se aos subdesenvolvi¬dos para exigir a retirada dos subsídios governamentais na União Européia e nos Estados Unidos, além da redução nas ta¬rifas de importação e comércio.
Em larga medida, a força dos Brics provém da enorme fatia da população mundial concentrada nos quatro países. Neles vivem 2,7 bilhões de habitantes, o equivalente a 40% da humanidade. A grande maioria desse contingente é de chineses e indianos. E são justamente a China e a índia os países com as mais ace¬leradas taxas de crescimento econômico entre as grandes economias. A China, por exemplo, registra há mais de duas déca¬das a média anual de 9% de expansão de Produto Interno Bruto (PIB).
PAPEL DO BRASIL NO MUNDO

Desde que cunhou, em 2001, o termo Bric para designar urn grupo de quatro países que deverão figurar entre as cinco maiores economias do mundo em 2050, jim 0'Neill, economista-chefe do banco americano Goldman Sachs, perdeu a con¬ta de quantas vezes teve de responder se realmente fazia sentido manter o Brasil ao lado da Rússia, índia e China. "Afinal, por que comparar o Brasil com economias emergentes que crescem a um ritmo mui¬to mais veloz e vigoroso?", perguntavam os céticos. Nos últimos tempos, no en-tanto, o teor das questões a respeito da economia brasileira começou a mudar de tom - embora as dúvidas não tenham desaparecido completamente, "já está mais do que na hora de as pessoas se darem conta de que o Brasil poderá ser o mais importante entre os países do Bric", disse 0'Neill a Exame CEO. Ele explica a razão de sua confiança lançando mão dos números recentes da economia brasileira e apontando a ausência de projeções que destoem substancial¬mente das feitas pelo Goldman Sachs no começo desta década.
O próprio banco reviu no final do ano passado suas projeções. Agora, o Gold¬man Sachs prevê que a economia bra¬sileira vá crescer com mais velocidade do que o imaginado em 2003, quando já indicava que o país poderia se tornar a quinta maior economia do mundo em 2050, atrás de China, Estados Unidos, índia e Japão. Pela nova previsão, o Brasil poderia ter, já em 2040, o quarto maior PIB do mundo, à frente dos japoneses.
Exame, abril de 2008 - Gíadinston Sitvestrín

Para saber mais leia: Atualidades vestibulares 2009 – Ed. Abril

Mais trens e barcos, menos caminhões

A articulação e a racionalização dos meios de transporte reduzem o preço dos produtos no mercado interno e aumentam sua competitividade no mercado internacional
O Brasil é um país de dimensão con¬tinental, e, por isso, é um desafio enorme montar um sistema de transporte de pessoas e mercadorias que seja ao mesmo tempo eficiente e barato.
Imagine a situação de um fabricante de aparelhos de televisão na Zona Franca de Manaus. Seus produtos se destinam princi¬palmente ao mercado nacional (parte deles atende a uma demanda regional) e são ex¬portados para o Mercosul. Como distribuir as suas entregas pelos diversos meios de transporte disponíveis? Teoricamente, você teria várias opções, entre as quais:
- os aparelhos de TV seriam colocados em contêineres, transportados por via fluvial até Belém (PA) e de lá por via rodoviária, em caminhões, aos diversos destinos nacionais. A parcela exportada utilizaria transporte marítimo desde Manaus;
- todos os aparelhos seriam transpor¬tados por via aérea, incluindo os des¬tinados à exportação.
Como decidir? Deve-se levar em conta, sobretudo, três variáveis: o custo do trans¬porte, o prazo para chegar ao comprador e o peso do produto, que está diretamente
relacionado ao preço do transporte. Veja como as variáveis valor e peso do produto e o custo do transporte influenciam na escolha do meio de locomoção a ser utilizado:
1. Produtos com valor baixo diante de seu peso, e em grandes quantidades, como tijolo, soja e minérios, deveriam ser levados por ferrovia ou hidrovia, cujo custo é baixo e o prazo, longo. Hoje, só os minérios são majoritariamente transportados por ferrovia. Quando falamos de produ¬tos de valor baixo, só se justificaria usar caminhão (custo médio) ou avião (custo alto) em caso de perecí¬veis (congelados ou peixe, por rodovia, e flores, por transporte aéreo) ou de se percorrerem pequenas distâncias (por exemplo, do local de produção até o em¬barque em ferrovia ou barco).
2. Para produtos de valor médio diante do peso e sem prazo apertado de entrega, como louça sanitária, podem ser utilizados meios baratos (trem ou navio), mas hoje viajam sobretudo pelas rodovias. Em caso de vidros, pelo fato de serem frágeis, caminhão é mais indicado. Relógios, que não ocupam muito espaço, podem ter transporte aéreo.
3. Produtos de alto valor agregado, como carros, também poderiam ser trans¬portados por trem ou navio, mas hoje ro¬dam em caminhões-cegonha. No caso de televisores, o indicado é usar caminhões. Computadores, pelo alto preço, podem seguir de transporte aéreo.
Cada produtor tem de fazer suas contas para saber qual é o meio de transporte mais apropriado para sua carga, pois isso pode determinar a própria viabilidade do negócio. Portanto, num sentido mais geral, uma política de transportes adequada aos diferentes tipos de carga é fundamental para o desenvolvimento de um país.

Matriz de transporte

A matriz de transporte de um país é o conjunto dos meios de circulação usados para transportar mercadorias e pessoas. Uma matriz de transporte ideal é aquela que permite essa locomoção no menor tempo possível com preços reduzidos. Para isso, pode-se contar com os meios a seguir:
- transporte terrestre, composto de ro¬dovias e ferrovias;
- transporte hidroviário, incluindo os rios, navegação de cabotagem (cos¬teira) e transatlântica;
- transporte por dutos ou tubulações (basicamente gás e petróleo);
- transporte aéreo.
Como o transporte de carga é um dos problemas básicos para a economia, é dele que tratamos quando se fala da matriz. Para equilibrar uma matriz, os pontos básicos a considerar são os seguintes:
- as rodovias são o meio mais indicado para interligar pontos próximos;
- as ferrovias são adequadas a trajetos médios ou longos em que haja ne¬cessidade de locomoção eficiente de grandes volumes;
- nas hidrovias, embora a velocidade seja menor, gasta-se menos para transportar milhares de toneladas de produtos;
- quando existe a garantia de um fluxo contínuo de gás ou petróleo, dutos são um ótimo meio;
- os transportes aéreos são muito caros, e por isso são usados para cargas espe¬ciais, delicadas ou perecíveis.

Matriz em desequilíbrio

Um país de dimensão continental como o Brasil, que movimenta produtos interna¬mente e exporta grande volume de grãos e minérios produzidos em áreas distantes do litoral, deveria utilizar de forma equi¬librada essas modalidades de transporte. Não é o que ocorre. Hoje, cerca de 58% de tudo o que se transporta pelo país anda em rodovias, um quarto da carga é levada por ferrovias e apenas 13% seguem por hidrovias. O restante fica com o meio duto-viário - 3,6% em dutos sob a terra, usados basicamente para gás e petróleo - e com o transporte aéreo (0,4%).
O principal resultado dessa matriz desequilibrada é o alto custo nacional do transporte de carga. Por exemplo, na locomoção de soja, pelo modo hidroviário paga-se um terço do que é gasto via ferro¬via e um quinto do necessário para levá-la por estradas. No entanto, o produtor da soja terá de usar uma combinação desses meios, pois, apesar de mais barata, a hidrovia não leva a todos os lugares. Segundo a Associação Nacional de Exportadores de Cereais, foram gastos, em média, no Brasil, 64 dólares para levar l tonelada de grãos da fazenda ao porto em 2008. Nos Estados Unidos, o preço médio para o mesmo período foi de apenas 18 dólares. É assim que o preço do transporte, com¬ponente final do custo de exportação, pesa sobre a "competitividade" dos produtos brasileiros no mercado mundial.
O Ministério dos Transportes adverte, em um documento interno, que nossos dois principais concorrentes nas exporta¬ções agrícolas, Argentina e EUA, registram custos menores nos transportes. Os argenti¬nos, porque possuem cobertura ferroviária maior e conseguem resultados muito me¬lhores com o transporte rodoviário devido às distâncias menores. E os norte-america¬nos, porque usam intensivamente ferrovias e hidrovias em um país com dimensões semelhantes às nossas. O impacto do cus¬to do transporte não recai apenas sobre as exportações. O gasto das empresas em território nacional com locomoção reflete no preço final das mercadorias.

Histórico

Do período final do século XIX até a década de 1920, o grosso dos transportes no Brasil era feito por ferrovias e navegação. Mas, no período de 1928 a 1955, antes de o presidente Juscelino Kubitschek priorizar a expansão da malha rodoviária e trazer fábricas de grandes montadoras multina¬cionais, a malha ferroviária havia crescido só 20%, enquanto a rodoviária já registrava uma ampliação de 400%, principalmente, na Região Sudeste, área de concentração do complexo agroexportador do café.
Rodovias

Além do desequilíbrio do sistema de transportes, há uma manutenção defi¬ciente. As rodovias, o principal meio de transporte de passageiros e de cargas no Brasil, estão em estado precário. Segundo levantamento de 2007 da Confederação Nacional dos Transportes, 54,5% de toda a malha rodoviária pavimentada brasileira encontra-se em estado regular, ruim ou péssimo. Isso quer dizer que há 47 mil qui¬lômetros de estradas apresentando algum tipo de deficiência. Nove das dez melhores rodovias do país estão no estado de São Paulo e são administradas por empresas particulares por meio de concessão do governo, com pagamento de pedágio pelos usuários. Há pouco investimento na manutenção das rodovias públicas.
A intersecção das rodovias e cidades, em especial as grandes metrópoles, cria enorme custo para os caminhões, que perdem muito tempo para cruzar alguns quilômetros. O principal entroncamento rodoviário do país
passa por dentro da maior cidade da Amé¬rica Latina: São Paulo, o que causa enormes transtornos de trânsito. Para sanar esse pro¬blema localizado, começou a ser construído um anel rodoviário, chamado de Rodoanel, que circundará a cidade, projetado para ligar as várias rodovias que chegam do interior do estado e de outras regiões do país e que se encontram na capital paulistana. A con¬clusão da obra depende de investimentos e de soluções que minimizem o impacto dessa grande obra em trechos ainda preservados do meio ambiente - como a serra da Can¬tareira e a serra do Mar.

Ferrovias

A precariedade na qual se encontram as linhas ferroviárias e os trens foi decor¬rência da concentração dos investimentos nacionais no modelo rodoviário. O Brasil tem 29.817 quilômetros de ferrovias. Esse número permanece inalterado há 40 anos. Os EUA, com uma área pouco maior do que a nossa, possuem 10 vezes mais. Atualmente, um quarto da produção brasileira roda sobre trilhos. Na Federação Russa - nação cuja matriz de transporte se baseia muito nos trens -, esse índice chega a 80%.
Não é apenas a idade de vias, locomotivas e vagões o único problema a ser superado. E necessário aumentai' a extensão da malha ferroviária e mudar o modelo operacional, para facilitar a interação com outros meios de transporte (intermodalidade).
Já existe um movimento nesse sentido. Com a privatização das ferrovias brasi¬leiras, o que era um serviço público virou negócio. Nos dois últimos anos, a carga ferroviária cresceu mais de 20% devido não só a novos investimentos como tam¬bém à mudança nos sistemas operacionais, facilitando a integração modal.

Hidrovias

No Brasil, há 13 mil quilômetros de hidrovias instaladas nos rios. Sua expansão depende da compatibilidade entre o destino geográfico das vias naturais, os rios, e da direção dos fluxos de carga. No país, existem 28 mil quilômetros de rios navegáveis.
O transporte por meio hidroviário vem aumentando muito nos locais onde ocorre essa compatibilidade (15% nos últimos 10 anos). Assim, é crescente o volume de gado transportado por barcaças na hidrovia Tietê-Paraná vindas de Mato Grosso e Goiás com destino aos frigoríficos de Araçatuba (SP). Essas mesmas barcaças voltam carregadas de insumos agrícolas de interesse dos produtores de gado,

Portos
Um ponto de gargalo da matriz de trans¬porte são os portos, terminais das vias de comunicação internas (rodoviárias, ferro¬viárias e fluviais) e pontos de partida para mais de 90% das exportações.
O porto de Santos, o maior do país, responsável por 25% do comércio ex¬terior brasileiro, vem sendo ampliado nos últimos anos. Os estudos indicam que, caso se confirmem as previsões de crescimento da economia brasileira, a estrutura dos portos precisará dobrar nos próximos 10 anos, passando a capacidade de movimentação de carga dos atuais 700 milhões de toneladas ao ano para 1,4 bilhão de toneladas. Isso exigiria obras no valor de 30 bilhões de dólares, moderni¬zando estruturas que incluem armazéns, depósitos, terminais de conteineres, de produtos agrícolas e de minérios, berços de atracação e canais para entrada de navios de grande porte.
Outros meios
Os dutos são um excelente meio para transporte de gás natural e petróleo. O gasoduto Bolívia-Brasil opera desde 1999 e visa a diversificar a matriz de energia brasileira, fornecendo ao Sudeste e Sul do país uma opção que polui menos que os derivados de petróleo.
Quanto ao transporte aéreo, o governo federal vem favo recendo a reforma e a modernização de aeroportos, e uma das dire¬trizes para incentivar o transporte de bens de consumo são os aeroportos industriais. Dois terminais de passageiros ociosos, o de Viracopos, em Campinas (SP), e o de Tancredo Neves, em Confins (MG), recebem investimentos para se tornar centros de processamento de exportações.

Matriz futura

A proposta do Plano Nacional de Logística de Transportes norteia os investimentos públicos e privados pelos próximos 15 anos visando a melhorar e a equilibrar a matriz nacional de transporte. Sua grande meta é ampliar a participação dos setores ferroviá¬rio e hidroviário na matriz de transporte de 38% para 61% em 2025. Se isso se tornar realidade, teremos um barateamento do transporte no Brasil, com benefícios para as exportações e para a circulação interna de mercadorias
Modernização em marcha

Antigamente, os navios chegavam aos portos trazendo um pouco de tudo. Essas embarcações são chamadas de "carga ge¬ral" e respondem por uma parcela muito pequena do volume marítimo mundial. Os navios modernos são os"porta-contêineres"s receptáculos que viajam pelo mundo inteiro. Nos portos de hoje existem os terminais de contêineres, específicos para movimentar esse tipo de carga e receber tais navios.
Nos portos modernos há também os terminais para navios graneleiros: trans¬portam bobinas de papel, chapas de aço, graneis sólidos e grãos. Uma vez no porto, os grãos chegam aos navios trazidos por uma grande esteira transportadora. Há ainda os navios ro-ro (do inglês "roll on -roli off") para transporte de veículos, os petroleiros e os navios químicos.
A especialização no transporte e na mo¬vimentação das cargas induz efeitos em outros pontos da cadeia de transporte. Para articular o uso conjugado da hidrovia e da ferrovia, é preciso terminais intermodais nos pontos de convergência, com esteiras para grãos, grandes guindastes para conteinerese tanques para o conteúdo dos dutos. É preciso articular todos esses modos ao caminhão, única forma de efetua r o transporte "porta a porta". Para um exportador de soja para a China, pode ser a opção mais segura para não perder o navio certo.
PARA NOVOS PORTOS

O governo concluiu estudo sobre a localização de portos ou terminais que deverão ser construídos para comportar o aumento na movimen¬tação de carga prevista até 2023-Foram definidas 19 áreas, subdivididas em 45. No litoral de São Paulo, há três pontos considerados viáveis para a insta Ia cão de terminais de exportação de produtos agrícolas (principalmente soja) e de carga geral (contèineres): dois em Ubatuba e um em Peruíbe. Nessa área de influência do porto de Santos, a previsão é que em 2023 pos¬sam transitar 47 milhões de toneladas de soja, volume bem superior aos 10,1 milhões de toneladas de 2008. Em relação ao movimento de contêineres, espera-se que passe de 2,7 milhões de unidades para 8,8 milhões. (...)
Apesar da redução de 7,8% na movi¬mentação entre 2007 e 2008, o gover¬no espera que, até 2023, a demanda de carga nos portos chegue a 1,2 bilhão de toneladas- representando cresci¬mento de 84,9% em relação aos 649 milhões de toneladas do a no passado. (...) O estudo leva em consideração três Itens: a demanda por carga, a intera¬ção com outros tipos de transporte (rodovias e ferrovias) e as condições físicas da região-como a profundida¬de e as condições da costa. Essas áreas foram classificadas por sua "vocação logística natural". (...)
Folha de S. Paulo, 8/4/2009
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Energia - Em busca de novas fontes

Os combustíveis fósseis respondem por mais de 80% da matriz energética mundial, e os países precisam encontrar alternativas s combustíveis fósseis, princi¬palmente o petróleo, moveram a economia do mundo no século XX. Mas, com o progresso e o desenvol¬vimento, trouxeram também problemas: o principal efeito é a emissão de gases poluentes, que reforçam o efeito estufa e o aquecimento global.
Criaram ainda uma dependência, mas essas fontes de combustível têm prazo para acabar, pois demoram milhões de anos para ser criadas pela natureza e suas reservas vêm se reduzindo ou fi¬cando mais inacessíveis à medida que o tempo passa. Por isso, já há algum tempo, o planeta começou uma cor¬rida para o futuro em busca de fontes alternativas de energia, que sejam re¬nováveis e menos poluentes.

Longo prazo

Para problemas como esse, não exis¬tem soluções a curto prazo, pois novas formas de energia exigem décadas de pesquisa e desenvolvimento para se tor¬nar viáveis economicamente. Assim, até 2030, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o petróleo e os demais combustíveis fósseis continuarão a ser mais de 80% da matriz energética mun¬dial. No entanto, até lá, terão crescimento expressivo as energias renováveis, como a biomassa e a energia nuclear.
Estamos aqui tratando da matriz mun¬dial de energia, que é o conjunto dos recursos energéticos que os países pos¬suem, quanto gastam e em quais usos. Manter a oferta de energia em crescimen¬to e mudar seu perfil quando preciso é um desafio permanente de cada nação.
Países como o Japão e a França, por exemplo, não dispõem de grande volume de recursos hídricos e tem pouco ou ne¬nhum petróleo. Para manterem sua econo¬mia em movimento, importam petróleo e derivados e, para obter eletricidade, usam usinas movidas com petróleo ou energia nuclear. Mas, em períodos de recessão, como o que vivemos desde o fim de 2008, os ventos mudam de direção. Para que lado a retração econômica poderá empurrar a matriz energética global?
O que se vê até agora é que o consumo de energia primária - incluindo petróleo, gás natural, carvão, energia hidrelétrica e nuclear - cresceu apenas 1,4% em 2008, se¬gundo relatório anual da Beyond Petroleum (BP, ex-British Petroleum). Pela primeira vez, o consumo de energia primária dos países em desenvolvimento superou o dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que agrupa 30 nações, incluindo todas as economias mais ricas do planeta.
A Ásia respondeu por 87% desse cresci¬mento - especialmente carvão, o produto de maior consumo mundial pelo terceiro ano consecutivo. A China detém quase três quartos desse resultado, com 7,2% de aumento interno. Isso é explicado por ter a maior população do planeta, pelo aumento de sua urbanização e - princi¬palmente - pelo crescimento constante de sua atividade econômica.
O que vemos, claramente, nessa nova situação, são as conseqüências da crise econômica sobre os países ricos, com forte impacto negativo sobre suas ati¬vidades, enquanto nações em desenvol¬vimento - mesmo atingidos - sofreram menos até agora.
Eficiência energética
Uma maneira de responder a esses de¬safios é trabalhar melhor com o conceito de eficiência energética, de acordo com o Conselho Mundial de Energia (CME). Isso envolve tanto a produção quanto o consumo de energia.
Perto de 50% do total da necessidade de energia até 2050 poderia ser assegurado com uma melhoria na eficiência, segundo os estudos. Atualmente, existem opções de consumo mais eficientes para trans¬portes e sistemas de aquecimento, mas que são pouco utilizadas, como os carros híbridos e elétricos e o aquecimento solar de água para as residências. Reduzir o custo dessas fontes novas de energia é decisivo para ampliar o seu uso.
O consumo de energia em nível mundial deve dobrar até 2050, prevê o CME. Ao lado da eficiência energética, as decisões a respeito da futura matriz energética global devem ser norteadas pelas exigências in¬ternacionais feitas às nações para diminuir a emissão de CO2 (dióxido de carbono) e outros gases causadores do efeito estufa.
Para preparar esse aumento na produção de ener¬gia, cerca de 22 trilhões de dólares terão de ser investi¬dos em infraestrutura de exploração nos próximos 20 anos, calcula o estudo do CME. Esse valor equivale a cerca de dois anos do PIB dos Estados Unidos. Quase metade dos investimentos será no setor de eletricidade, e concentrado nos países em desenvolvimento, que em 2030 terão perto de 80% da capacidade de produção. Um quarto desse valor irá para o setor de petróleo - exploração e desenvolvimento - e um quarto para o de gás, com ênfase na exploração e no GNL (gás natural liquefei¬to). Mas, com a recessão e a preocupação com o aquecimento global, uma mudança em curso é a tendência de uso dos carros flex, que queimam gasolina e álcool (etanol), produzido a partir da cana-de-açúcar ou de cereais, como o milho.

Substituir é o lema

Trocar a gasolina por etanol e o óleo diesel por biodiesel (produzido com mamona, dendê, soja etc.) tornou-se o lema do momento. Primeiro, porque o petró¬leo é considerado nobre demais como matéria-prima para ser apenas queimado em motores, e também porque o Brasil já mostrou que é possível, com planejamento, substituí-lo com alguma rapidez (poucas décadas). Do ponto de vista ambiental, o etanol é mais limpo do que a gasolina, além de ser renovável e, com planejamento, uma fonte sustentável. A União Européia tem como meta, até 2020, fazer com que 10% de sua frota de automóveis esteja rodando com etanol. Nos Estados Unidos, o objetivo também é ampliar bastante o uso desse combustível.
Quando se observa o setor de trans¬portes, mais de 90% dos combustíveis utilizados no mundo são derivados de petróleo, de acordo com a AIE. É uma dependência muito forte. Mudar os com¬bustíveis no transporte é uma preocupa¬ção do setor. No decorrer deste século, novas tecnologias podem vir a substituir a dos motores de combustão, como a de baterias elétricas de grande potência ou a de motores movidos a hidrogênio.
É lógico reduzir o uso específico de petróleo como combustível, pois existem outros materiais que podem ser emprega¬dos, como o carvão mineral e o gás natural, que - ainda que emitam gases de efeito estufa - servem somente para queimar. Já o petróleo possui vários usos industriais, como a fabricação de plásticos.

Matriz alternativa

Há um esforço global de planejamen¬to das nações para aumentar a oferta de energia e, ao mesmo tempo, frear a emissão de gases de efeito estufa. A grande dificuldade para a adoção ampla de energia solar ou eólica (do vento) é o custo, já que são muito mais caras do que a energia obtida do petróleo.
Assim, há um esforço para o desenvol¬vimento de tecnologia para a geração de energia limpa a custos mais baixos para uso em larga escala. As pesquisas para aprimorar e baratear a energia solar e o hi¬drogênio poderão resultar em uma matriz de energia sustentável, limpa e renovável. Mas é preciso dar tempo. Enquanto isso, os governos investem nas energias co-nhecidas, pois não podem correr o risco de sofrer "apagões" - como se chamou o colapso no fornecimento de energia elé¬trica que atingiu o Brasil em 2001.
Um bom exemplo das possibilidades é a utilização da força do vento. A par¬tir da crise do petróleo, nos anos 1970, os países desenvolvidos começaram a investir em tecnologia para construir usinas eólicas.
Existem atualmente mais de 30 mil turbinas eólicas de grande potência. A União Européia tem como objetivo ele¬var sua produção de energia eólica para 10% do total de sua matriz de geração de eletricidade até 2030.
A capacidade instalada para produzir energia eólica cresceu 26,5% em 2006, segundo dados da BP. Houve ainda aumen¬to de 36% na produção de energia solar e quase 28% na de etanol, além de 1,5% na produção de energia geotérmica - cuja fonte é o calor do subsolo terrestre, captado em países com atividade vulcânica.
ENERGIA RENOVÁVEL
É toda energia pro¬duzida com o uso de recursos naturais que se renovam ou podem ser renova¬dos. O conceito existe em oposição ao da energia não renovável, gerada por combustíveis fósseis, como petróleo, gás natural e carvão mineral, cujas reservas um dia acabarão -já que a Terra necessita de milhões de anos para produzi-los. A mais antiga energia renovável em uso é a queima de lenha, pois replantar as ár¬vores garante seu suprimento. A energia produzida pelo movimento da água (por meio de turbinas, nos rios ou nas ondas do mar), a da luz solar, a dos ventos e a dos biocombustíveis são os exemplos mais relevantes hoje.
ENERGIA LIMPA

É aquela que não polui, ou que polui menos do que as tradicionais. Na produção e no consumo, os exemplos mais comuns são a energia hidrelétrica, a dos ventos (eólica) e a solar. Mas a busca da energia limpa exige pesquisa e aprimo¬ramento constantes. No Brasil, grandes represas hidrelétricas foram construídas, pois sua energia é renovável, mas os projetos deixaram de considerar os danos que sua construção causaria ao meio ambien¬te, e, principalmente, a necessidade de, antes de encher os lagos, retirar as matas. Resultado: debaixo de água, as árvores se decompõem e liberam gases de efeito estufa por dezenas de anos, como ocorre em Itaipu, Balbina e Tucuruí.
O conceito também é aplicado na com¬paração entre produtos: automóveis mo¬vidos a gás natural são considerados mais "limpos" que os movidos a gasolina, pois são menos poluentes.
Atualmente, visando a frear o ritmo do aquecimento global, especialistas de¬fendem a construção de usinas atômicas para substituir ou evitar novas centrais termelétricas movidas a petróleo e carvão. A energia elétrica gerada a partir da fissão nuclear está sendo considerada limpa, porque, apesar de produzir rejeitos que permanecem radioativos por séculos, eles ficam guardados dentro de recipientes especiais e não são liberados no meio ambiente .

ENERGIA SUSTENTÁVEL
É a que mantém um ciclo equilibrado de produção e consumo, porque é gasta numa quantidade e numa velocidade nas quais a natureza pode repô-la. O conceito está diretamente ligado ao de desenvolvimento sustentável: levam-se em conta os fatores ambientais, mas não significa necessariamente energia limpa. A lenha, por exemplo, é um recurso sustentá¬vel quando a madeira é cultivada para esse fim; mas a fumaça de sua queima é tóxica e poluente. Portanto, não é limpa. Várias fontes de energia podem ser ou não susten¬táveis. A água é sustentável desde que seus mananciais e o fluxo sejam preservados, o que implica proteger as matas e evitar que um rio ou uma represa percam volume.
CONHEÇA 05 CARROS MOVIDOS A ENERGÍAS ALTERNATIVAS

(,.,.) Montadoras e engenheiros inves¬tem em alternativas ecologicamente corretas. Confira a seguir algumas tecnologias atuais ou em fase experimentai:
Carro híbrido (...) As pesquisas mais promissoras se concentram nos veícu¬los que são carregados ao serem co¬nectados a um "plug in" e permitem substituir parte do combustível por eletricidade. (...)
Carro elétrico Ainda enfrenta um obs¬táculo grave: falta de autonomia. (...)
Carro biocombustível Utilizados de forma muito desigual no mundo, os biocombustíveis têm seu desenvolvimento prejudicado com o aumento dos preços dos alimentos. (...)
Carro a gás Os carros GPL (gás de pe¬tróleo liquefeito) e GNV (gás natural veicular) são bastante comercializados no Brasil, mas a situação é diferente no resto do planeta. (...) O GNV está limi¬tado em particular por importantes re¬quisitos em termos de armazenamento, manipulação e transporte, o que aumen¬ta a necessidade de investimentos.
Carro a célula de combustível Tecno¬logia dos sonhos, por ser sinônimo de limpeza (...). A utilização do hidrogênio, que não é uma fonte de energia, repre¬senta desafios importantes em termos de transporte e armazenamento. (...)
Portai Gl, 14/6/2008
Matriz brasileira é a nuas equilibrada entre os grandes

MECANIZAÇÃO
Tratores e colheitadeiras fazem o corte da cana-de-açúcar
Entre as grandes economias do mundo, o Brasil tem de longe a matriz de energia mais equilibrada entre fontes renováveis e não renováveis de energia (veja acima). De quebra, o uso de etanol de cana e de biodiesel, além de energia hidrelétrica, torna nossa matriz menos poluente do que as baseadas em combustíveis fósseis.
Em 2008, o total da produção de energia no Brasil aumentou 5,6%. Nesse crescimen¬to, mantém-se um equilíbrio entre as ener¬gias de fontes renováveis e não renováveis próximo a 50%.O uso mundial de energias renováveis é de apenas 12,7%.
Um componente invejá¬vel de nossa matriz é que o país, recentemente, am¬pliou sua produção e redu¬ziu seus gastos de petróleo, além de estar avançando na autonomia nessa área. Também conseguiu ampliar bastante a produção do etanol de cana-de-açúcar. Um estudo feito pelo governo mostra o avan¬ço na diversificação da matriz energética na¬cional. Em 1970, apenas duas fontes de energia (petróleo e lenha) respondiam por 78% do consumo; em 2000, já eram três (somou-se a energia hidráulica). Para 2030, projeta-se uma situação em que 77% da matriz será composta de quatro elementos: petróleo, energia hidráulica, cana-de-açúcar e gás natural.
O estudo também contemplou o concei¬to de eficiência energética em relação ao PIB. A avaliação é que o conteúdo ener¬gético do PIB brasileiro em 2030 será aproximadamente igual ao de 1990, para um resultado quatro vezes maior.
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Crise na globalização

A economia mundial chegou à metade de 2009 mergulhada na pior crise desde o fim da II Guerra Mundial (1945). Pela primeira vez neste período, os Estados Unidos (EUA), os países da Europa Ocidental e o Japão estão ao mesmo tempo em recessão - ou seja, enfrentam redução em suas atividades econômicas.
Os principais índices econômicos no mundo mostram essa realidade: a Zona do Euro (países da União Européia cuja moeda é o euro) chegou a abril de 2009 com uma queda acima de 20% da ativida¬de industrial, culminando em 12 meses de retração econômica; os EUA atravessam a mais longa depressão em 64 anos, com a recessão iniciada em dezembro de 2007 chegando ao 18° mês; o comércio mun¬dial, que engloba as exportações e impor¬tações de todos os países, tem previsão de cair 3% em 2009 (o pior resultado em 30 anos); o conjunto da economia mundial deve encolher 1% neste ano, segundo previsões das Nações Unidas.

Bolha imobiliária

Quando falamos do conjunto da ativi¬dade econômica de um país ou do mundo em um ano, usamos a expressão Produto Interno Bruto (PIB). O PIB do Brasil em 2008, por exemplo, foi de 2,9 trilhões de reais, somando o conjunto das atividades da indústria, da agricultura e do setor de serviços. Quando há uma recessão, o valor do PIB em um ano é menor do que o do ano anterior.
Mas, para que as economias tenham bom índice de crescimento, é importan¬te que ele seja maior do que o aumento da população do país, para que as novas levas de jovens que chegam ao mercado de trabalho possam encontrar vagas (esse quadro se expressa no crescimento do PIB per capita - número obtido com a divisão do total do PIB pelo total de habitantes do país). Isso tudo explica por que o cenário de recessão é tão ruim: não só os jovens não acham emprego como parte dos traba¬lhadores perde o emprego que já tem.
A atual crise econômica global teve origem no colapso do mercado imobiliá¬rio dos EUA - o estouro da "bolha imobi¬liária" -, em agosto de 2007, quando duas grandes empresas de financiamento de imóveis norte-americanas quebraram. A causa disso era que a maioria das pessoas que haviam tomado empréstimos com essas empresas para comprar casas não estava conseguindo pagar as prestações, que fica¬ram muito caras, como resul¬tado do aumento da taxa de juros (custo do dinheiro em¬prestado). Cerca de um ano depois, vários dos principais bancos norte-americanos afundaram, já que possuíam boa parte de seu patrimô¬nio composto de papéis baseados nesses financiamentos que não estavam sendo pagos. Como os bancos em dificuldades pararam de financiar as atividades em¬presariais, a economia foi duramente atingida. E, como os EUA respondem por cerca de um quarto da produção mundial, todo o mercado internacional sofreu as conseqüências.
Naturalmente, essa descrição é ape¬nas um resumo de alguns dos principais elementos da atual crise. O Brasil ficou relativamente preservado, mas, como um dos pilares da economia nacional é a exportação de mercadorias - sobretudo para os países ricos -, e caiu bastante o movimento de compra, também es¬tamos sendo afetados.
O fato é que a velocidade e a profun¬didade da crise global se relacionam com o fato de que vivemos a era da globalização, cuja característica é uma grande interdependência das econo¬mias dos diferentes países.
História
Para entendermos a globa¬lização, é preciso saber que o fenômeno em si começou há muito tempo. Os primeiros passos rumo à conformação de um mercado mundial e de uma economia global remontam aos séculos XV e XVI, com a expansão ultramarina européia.
Quando Cristóvão Colombo chegou à América, em 1492, deu início ao que alguns historiadores chamam de primeira globalização. O desenvolvimento do mercanti¬lismo estimulou a procura de diferentes rotas comerciais da Europa para a Ásia e a África, cujas riquezas iriam somar-se aos tesouros extraídos das minas de prata e ouro do continente americano.
Essas riquezas forneceram a base para a Revolução Industrial no fim do século XVIII, que, com o tempo, desenvolveu o trabalho assalariado e o mercado con¬sumidor. As descobertas científicas e as invenções provocaram grande expansão dos setores industrializados e possibili¬taram o desenvolvimento da exportação de produtos.
Começaram a surgir, no fim do século XIX, as corporações multinacionais, industriais e financeiras, que irão se reforçar e crescer durante o século XX. O mercado mundial estava, então, atingindo todos os continen¬tes. A interdependência econômica entre as nações tornou-se evidente em 1929: após a quebra da Bolsa de Valores de Nova York, a depressão econômica norte-americana teve conseqüências negativas no mundo todo. Enquanto isso, a Revolução Russa de 1917 e outras ocorridas após a II Guerra Mundial retiraram diversos países de unia inserção direta no mercado global. Mas, com o tempo, esses regimes passaram a sentir crescente pressão econômica e política e foram se abrindo, gradualmente.
Neoliberalismo

O fim do século XX assiste a um salto nesse processo. Em 1989 ocorre a queda do Muro de Berlim, marco da derrocada dos regimes comunistas no Leste Euro¬peu. Nos anos seguintes, esses países são incorporados ao sistema econômico mundial. A própria integração da economia global acentuou-se a partir dos anos 1990, por intermédio da revolução tecnológica, especialmente no setor de telecomunicações. A internet, rede mun¬dial de computadores, revelou-se a mais inovadora tecnologia de comunicação e informação do planeta. As trocas de infor¬mações (dados, voz e imagens) tornaram-se quase instantâneas, o que acelerou em muito a integração das atividades econômicas.
No momento atual, há uma política eco¬nômica dominante em escala mundial cha¬mada de neoliberalismo, também conhe¬cida como Consenso de Washington. Essa última expressão surgiu em 1989, durante uma reunião na capital norte-americana, Washington, no International Institute for Economy, quando funcionários do governo dos EUA, de organismos internacionais e economistas latino-americanos debatiam um conjunto de diretrizes para que a Amé¬rica Latina conseguisse superar a crise econômica da época e voltasse a crescer. Era um período difícil para os países latino-americanos, com dívida externa elevada, estagnação econômica, inflação crescente, recessão e desemprego. As conclusões des¬se encontro passaram a ser chamadas in¬formalmente de Consenso de Washington, expressão atribuída ao economista inglês John Williamson, ex-funcionário do Banco Mundial e do Fundo Monetário Interna¬cional (FMI). Por decisão do Congresso norte-americano, essas medidas seriam adotadas como políticas impositivas cada vez que esses países viessem a solicitar a renegociação de suas dívidas.
Mais tarde, as soluções apontadas no Con¬senso de Washington tornaram-se o modelo do FMI e do Banco Mundial para todo o planeta O neoliberalismo prega que o funcionamento da economia deve ser entregue às leis de mercado. Segundo seus defensores, a presença do Estado na economia inibe o setor privado e freia o desenvolvimento. Algumas de suas características são:
- abertura da economia por meio da liberalização financeira e comercial e da eliminação de barreiras aos in¬vestimentos estrangeiros;
- amplas privatizações;
- redução de subsídios e gastos sociais por parte dos governos;
- desregulamentação do mercado de trabalho, para permitir novas formas de contratação que reduzam os custos das empresas.
Historicamente, as idéias do neolibera¬lismo contrapõem-se às do keynesianisnío - ideário formulado pelo economista John Keynes (1883-1946), dominante no perío¬do do pós-guerra, a partir de 1945 -, que defendia um papel determinante e uma presença ativa do Estado na economia como forma de impulsionar seu desen¬volvimento (um exemplo da política de Keynes foi o New Deaí, e, atualmente, apenas nove países (dos 194) monopolizam mais da metade de todo o comércio internacional.
Um dos instrumentos desse crescimento foi a criação da Organização Mundial do Comércio (OMC), em 1995, com o objetivo de abrir as economias nacionais, eliminar o protecionismo (quando um pais impõe taxas pesadas para restringir a importação de produtos e proteger a própria produção) e facilitar o livre trânsito de mercadorias. A OMC funciona com rodadas de discussão sobre temas específicos, que chegam ao fim quando se fecham os acordos. Ocorre que a Rodada Doha, aberta em 2001 (com prazo previsto até 2006), entrou num impasse não resolvido até hoje, pois os países ricos querem maior acesso de seus produtos aos países em desenvolvimento, que buscam restringir as vantagens econômicas que os ricos dão a seus produtores agrícolas, e não se chega a um acordo. O prolongado impasse mostra a dificuldade da globalização em beneficiar o conjunto dos países.
O fato é que, com freqüência, as refor¬mas neoliberais não trouxeram progresso, e em muitas regiões ocorreu o inverso. Segundo o próprio FMI, os anos 1990 foram "decepcionantes" para a econo¬mia da América Latina. De acordo com um relatório de 2005 do órgão, reformas estruturais realizadas estimularam o cres¬cimento, mas não resolveram problemas antigos: o número de pobres aumentou em 14 milhões na década e o Produto Interno Bruto (PIB) per capita caiu mais de 1%, em média, entre 1997 e 2002. Cabe lembrar que as políticas aplicadas nos países da região naquele período foram largamente orientadas pelo próprio FMI.
RESULTADOS DE EMPRESAS REFLETEM A CRISE ECONÔMICA GLOBAL

A crise econômica mundial se refletiu nesta quarta-feira nos resultados de vá¬rios gigantes da indústria, como o japonês Panasonic, o franco-americana Alcatel-Lucent e o americano Time Warner, que registram enorme prejuízos. (...)
O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown (...), lançou um chamado aos líderes mundiais para que adotem medidas de "estímulo monetário e fis¬cal para tirar o mundo da depressão", um termo empregado pela primeira vez pelo dirigente para classificar a crise atual.
A pressão também aumentou para o presidente americano, Barack Obama, para que retire a cláusula "Buy Ameri¬can" (Compre americano) do plano de reativação que está sendo debatido no Congresso.
"O protecionismo atrofia a economia mundial em seu conjunto", declarou o porta-voz do governo do Japão, Takeo Kawamura, referindo-se à vontade dos EUA de proteger seus produtos em tempos de recessão econômica para a primeira potência mundial.
"A prevenção do protecionismo mar¬cou as conversas das cúpulas até agora. Os governos devem manter essa postu¬ra", declarou o porta-voz. (...)
Site VEJA, 4/2/2009
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